Os cuidados com o umbigo do seu bebê

Mamães de primeira viagem costumam ficar aflitas quando a missão se refere aos cuidados com o coto umbilical do recém-nascido. Mas nada é tão complicado quanto parece. Então confira todas as dicas e garanta uma cicatrização segura.

 

Por Alinne Schmidt

Quando ainda mantinha-se quentinho e seguro dentro da barriga da mamãe, o bebê contava com um elo fundamental para sua sobrevivência: o cordão umbilical. Ele era o responsável por fornecer todos os nutrientes e o oxigênio necessários para seu desenvolvimento.

Mas quando é chegada a hora de sair desse conforto e dependência para desbravar o mundo, o pequenino perde o único contato orgânico com a mãe; o cordão umbilical é pinçado e cortado restando apenas um pequeno pedaço no local, de dois a três centímetros, chamado coto umbilical. E é justamente esse pedacinho que deixa muitas mamães de primeira viagem apreensivas. Afinal, os cuidados na região são delicados e essenciais. Então como proceder da melhor forma? Para desvendar as principais dúvidas relacionadas ao assunto a pediatra Eneida Mari Yoshida, que atua há 15 anos na área, dá as suas dicas.

Eneida Mari Yoshida, pediatra - Foto: Amanda Vieira/JP

Eneida Mari Yoshida, pediatra – Foto: Amanda Vieira/JP

Como deve ser a limpeza?

A limpeza do coto umbilical do recém-nascido é muito importante para a prevenção de infecções no período neonatal, já que o pedacinho que restou do cordão umbilical é porta de entrada de bactérias, inclusive do agente causador do tétano, segundo Eneida. O primeiro passo antes de higienizar o local é se atentar para que as mãos de quem vai cuidar da região estejam perfeitamente limpas com água e sabão, aí sim a higienização do coto pode ser iniciada. “Em geral recomendamos para as mães utilizarem álcool a 70%, que deve ser passado no coto com o auxílio de um cotonete, sempre após o banho e troca de fraldas”, explica a pediatra. “Passe a haste umedecida na base do coto (entre o coto e a pele) com movimentos circulares e de maneira bem suave. É normal sair um pouquinho de sangue. Após passar o álcool o coto deve secar naturalmente e após bem seco pode ser coberto com a fralda”, ensina.

É normal sair uma secreção amarelada?

O coto pode sim, eventualmente, apresentar uma secreção amarelada, semelhante ao pus, porém, de acordo com a especialista, não significa que esteja infeccionado. Da mesma forma pode ser normal o aparecimento de um pouquinho de sangue na fralda ou na roupa que tiver contato com o coto, como já mencionado anteriormente. A mamãe só deve se preocupar se o local começar a ficar inchado e/ou vermelho ou, ainda, exalar um odor muito forte, aí sim pode ser sinal de infecção, sendo então necessário consultar o pediatra.

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Foto: ©Depositphotos.com/

É necessário fazer curativo na região? 

Não é necessário nenhum tipo de curativo ou bandagem no coto umbilical, então cuidado com o excesso de proteção. “Não utilize nenhum tipo de faixa e nunca coloque nada sobre o umbigo ou outra peça de roupa que impeça o arejamento natural da região”, pontua Eneida.

Quanto tempo o coto demora para cair?

A queda do coto ocorre entre o 7º e o 15º dia de vida, segundo a profissional. Entretanto, em alguns casos, esse prazo pode aumentar ou diminuir, ultrapassando três semanas, mas isto não é indicativo de problemas. “Se você estranhar a demora fale com o seu pediatra só para confirmar se tudo está correndo bem”, sugere a profissional.

Quando o coto cai é normal formar ferida?

Depois da queda do coto a cicatrização total leva de 3 a 5 dias para acontecer, de acordo com a pediatra. Portanto, ainda fica sim uma feridinha no local, que deve ser cuidada da mesma forma, sendo sempre bem limpa e passando o álcool até a região se recuperar.

Se o meu bebê tiver hérnia umbilical quais são as recomendações?

Pode acontecer de cair o coto e o umbigo do recém-nascido ficar saliente (alto); neste caso é muito possível que esteja com uma hérnia umbilical. “Isto é relativamente comum e na grande maioria das vezes não é necessário adotar qualquer procedimento, pois pode regredir até os 3 anos de idade. Porém, o pediatra deve ser consultado para então acompanhar a evolução da hérnia”, conclui a especialista.

Publicado em: 12 de setembro de 2015

Adicionado em: Filhos

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