Mães de todo dia: O amor maior do mundo é traduzido por estas mulheres que escolheram a maternidade

Por Ana Rízia Caldeira

Mãe. No dicionário existem, pelo menos, oito verbetes para explicar a palavra, sendo todos eles uma referência ao ato de dar origem e proteção.

Seja por sonho, vocação ou uma inesperada revelação, a maternidade é uma experiência pela qual muitas mulheres passam ou irão passar.

Para a jornalista Paola Miori, 31, tornar- -se mãe era um desejo levado bastante a sério. “Sempre sonhei em ser mãe.

A mãe Paola com a filha Maitê, o marido João Paulo e Kadu (na barriga) (Foto: Raro Efeito Fotografia)

A mãe Paola com
a filha Maitê, o marido João Paulo e Kadu (na barriga) (Foto: Raro Efeito Fotografia)

Amo criança e desde cedo sentia a maternidade muito viva Mães de todo dia O amor maior do mundo é traduzido por estas mulheres que escolheram a maternidade e acesa em mim”, contou. A primeira tentativa de poder realizar a tão esperada tarefa da criação aconteceu em 2015.

“A gestação não evoluiu e perdi o bebê, foi uma dor muito grande”, relembrou Paola.

Pouco tempo depois, entretanto, a notícia de uma gravidez positiva animou novamente a jornalista e seu marido, o gerente de vendas João Paulo Miori, 32.

Quase 40 semanas depois, a pequena Maitê chegou para fazer parte da nova família e hoje, com pouco mais de um ano, apenas tem feito o que melhor sabe: trazer alegrias.

“Aprendi demais com a chegada da minha doce primogênita. A maternidade é um imenso e constante aprendizado.”

Bebê com dor, noites em claro e dificuldades na amamentação deixaram a nova mamãe bastante exausta, mas, segundo ela, com paciência, persistência e muito amor foi possível superar os turbulentos momentos, curtir melhor o crescimento da filha e se preparar para uma nova surpresa.

“Descobrimos a gravidez do Kadu quando Maitê tinha apenas seis meses de vida. Foi um susto, inicialmente, pois planejávamos um irmãozinho pra ela um pouco mais tarde. Mas logo esse sentimento deu lugar a algo bem maior e passamos a curtir muito a espera do nosso pequeno, que já está na 38ª semana.”

Apesar do grande valor que dá à maternidade, Paola comentou que o desejo de ter filhos deve ser uma escolha pessoal da mulher.

“Cada pessoa tem o direito de viver de acordo com seus sonhos e isso não a torna superior ou inferior à outra. Acredito ser uma questão de escolha e não uma obrigação social. Para algumas, essa vontade desperta logo cedo — no meu caso foi algo muito natural e espontâneo — e, para outras, é um desejo que surge mais tarde. Em algumas, ainda, ele simplesmente não existe. Não vejo problema algum nisso, pelo contrário, respeito e admiro pessoas verdadeiras acima de tudo”, ressaltou.

Com o tempo, a maternidade perpassa a vida e se mostra de diferentes formas na vida da mulher, duplicando, triplicando e até quadruplicando os sentimentos mantido pelos descendentes. É o caso de Líbera Cavaggioni Zanuzzo, 87, que se tornará, em breve, tataravó pela segunda vez.

Geração de mães: a matriarca Líbera entre Maria Clara (tataraneta), Larissa (bisneta), Josiane (neta) e Célia Aparecida (filha) (Foto: Claudinho Coradini/JP)

Geração de mães: a matriarca Líbera entre Maria Clara
(tataraneta), Larissa (bisneta), Josiane (neta) e Célia Aparecida (filha) (Foto: Claudinho Coradini/JP)

“Aos poucos a gente fica pensando e olhando quando os filhos vão crescendo e saindo de casa. Bate aquela tristeza. Mas aí vem os netos, bisnetos e tataranetos, mostrando que são minha família, que vieram para completar minha vida e receber meus cuidados”, contou a matriarca de uma geração que tem ainda uma bisavó, avó, filha, neta e dois bisnetos — um ainda por vir.

Na família de Líbera, cada geração foi aprendendo com a anterior como a experiência de criar uma criança só tende a melhorar conforme o tempo passa.

“Quando se é mãe a gente dá muito de nós e se de dedica a cuidar apenas dos nossos filhos. Depois eles crescem, têm seus próprios filhos e despertam em nós uma doação ainda maior. É por isso que a terceira geração sempre vira o xodó da casa”, explicou a bisa Célia Aparecida de Lima, 61.

Já a jovem avó Josiane Carla Zanuzzo, 38, assumiu um papel ainda mais importante com a neta Maria Clara Polli, 3, que logo ganhará um irmãozinho da mãe Larissa Zanuzzo Polli, 22.

“Dei à luz muito nova. Com apenas 15 anos aprendi o que era responsabilidade e tive que entender muitas coisas sobre aquela criança, que era a única coisa que poderia chamar de minha nesse mundo. Agora que tenho uma neta eu aprendi a curtir melhor o tempo que tenho com ela, entendo que todos os esforços maternais realmente redobram com o passar do tempo. Cada dia a gente aprende muito com as crianças, é um presente divino”, disse Josiane.

A realização de ver os filhos conquistando seus sonhos também é motivo de emoção para Alessandra Salvego, que, antes de saber da primeira gravidez, recebeu um diagnóstico desesperançoso.

“Para quem teve a notícia do médico de que nunca seria mãe e depois fez um teste positivo de gravidez, foi a melhor realização que se poderia querer. Com um filho você acaba vendo um amor que só cresce, mesmo que seja trabalhoso. É uma coisa inexplicável e, se for pensar, é a única coisa que nós (mães) possuímos de verdade”, explicou.

Trabalhar e ter filhos soa comum para muitas famílias. Trabalhar com os filhos, entretanto, é para poucos, ainda mais quando o papel de mãe precisa andar paralelo ao de produtora.

“Sempre desempenhei essa profissão e comecei a criar o hábito de acostumar e aproximar meus filhos da cultura, para que eles pudessem respeitar a arte do próximo. Ainda bebês, levava os dois em peças de teatro infantis e eles cresceram na coxia, vendo espetáculos musicais”, contou orgulhosa a mãe de Felipe, 19, e Bebé Salvego, 13, que são músicos.

Segundo Alessandra, ambos desenvolveram aos pouco o gosto para a música, participando de audições no estúdio do pai, Otiniel Aleixo, e recebendo o incentivo materno necessário para se sentirem confortáveis em qualquer decisão.

“Tudo sempre caminhou de forma natural, pois dizíamos que eles poderiam ser o que eles quisessem, sem forçar nada. Quando percebi que era esse o caminho que eles queriam, vi que deveria me dividir em duas para ajudar nisso. Por um lado não deixei de ser a produtora durona e exigente, mas, por outro, eu continuo sendo mãe e tratando eles com muito amor, carinhos e beijos”, finalizou.

Publicado em: 15 de maio de 2017

Adicionado em: Estilo

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